Qualquer coisa
que seja:
um olhar, um outono;
ou qualquer
estação.
Qualquer luz que
se afoga
lavando os olhos
do teu coração.
E você até ontem
buscava os caminhos
que fossem
iguais...
Que fossem
iguais a você;
que fossem
iguais...
Se pudesse
pensar diferente
dos versos que
fingem brotar.
Como se fosse
certo
reter o objeto
na palma da mão.
Segurar-se ou
opor-se
aos caminhos que
pode seguir...
Não desista de
ir – não desista no fim...
Não.
Anderson
Oliveira.





