segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não desista jamais.


Qualquer coisa que seja:
um olhar, um outono;
ou qualquer estação.
Qualquer luz que se afoga
lavando os olhos do teu coração.

E você até ontem buscava os caminhos
que fossem iguais...
Que fossem iguais a você;
que fossem iguais...

Se pudesse pensar diferente
dos versos que fingem brotar.
Como se fosse certo
reter o objeto na palma da mão.

Segurar-se ou opor-se
aos caminhos que pode seguir...
Não desista de ir – não desista no fim...
Não.

Anderson Oliveira.

domingo, 27 de maio de 2012

Código.

Codifica-me o verso
que outrora desconheço...
Seja este o movimento -
o princípio do tropeço.
Qualquer coisa sem sentido
não deixe vivo o vestígio
dos sinais que não mereço.


Anderson Oliveira.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A barca.

A barca do amor que vem
dos mares de além - além-mar...
O som do poeta tem
as cores que tem o mundo;
o mundo eu hei de encontrar.
Escreverei meu destino
nas mãos de quem foi menino;
menino que vi de lá...
A barca do amor que vem
dos mares de amor a quem
um dia vou ver chegar.

Anderson Oliveira.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Na vertical.

Eu penso na vertical...
Rotas e itinerários,
Justaposição contrária;
fatos fadados - fracassos.
Onde alcança o meu olho;
olho sem presunção...
Olho por querer olhar
e não falo mal porque olho.
Eu penso na vertical...
De um ponto a outro;
absorto - alto astral.
Eu vejo, sim, eu vejo...
E você o que vê?
Nenhuma horizontalidade;
nenhuma verdade absoluta...
Nada de tão anormal.


Anderson Oliveira.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ao poeta.


Quando do poema
ouvires o poeta...
Quando a tua língua
pintar noutro poema...
Não chores, pequena... Não chores!
Não chores
por quem não vale
a pena.


Anderson Oliveira.

A face.

Das mãos que te tocam a face;
beijam o teu rosto calmamente...
Do toque que o rosto sente,
rente à tua pele turva e cálida.


Do brilho - olhar que mira,
buscando a ilha - outro desejo.
O rosto esperando o beijo;
séquito tê-lo é  que vicia.


E cobre de ouro e pó;
posto que o medo não transtorna...
O olhar, a face e o beijo;
altar de desejo... Quem vigora?


Anderson Oliveira.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A beleza do sol.

Todo azul que reflete
a beleza do dia em dias de sol...
Tudo que move com o vento
é o despertar do tempo em todo lugar...
Toda a magia da vida
esteve escondida aqui dentro mim...
Para sentir a leveza
é preciso saber e acreditar por fim
na beleza do sol.

Anderson Oliveira.